O futebol americano começa no flag football

O futebol americano começa no flag football

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Muito usado com crianças nos Estados Unidos, o flag football é uma modalidade do futebol americano que cresce a cada ano no Brasil e tem sua base no estado de São Paulo. Por aqui o flag é tratado a sério e utilizado por adultos como ótima forma de aprender o esporte antes de se aventurar na modalidade com equipamentos.

O futebol americano começa no flag football

O futebol americano possui diferentes formas de ser jogado. Em cada uma o nível de complexidade vai aumentando e o praticante se torna cada vez mais apto a “subir de nível”.

Os principais no Brasil são o flag football 5×5, como o nome diz, se joga com 5 jogadores(as) em cada lado. Nessa vertente não é permitido contato físico.

O flag football 8×8, que aumentam 3 jogadores de cada lado e o contato físico passa a existir de forma reduzida e controlada. O tackle ainda não é liberado, mas os bloqueios entre linhas de ataque e defesa são constantes.

Flag Football
Jogo entre a equipe do Guaratinguetá White Cranes e São José Jets, válido pelo Paulista de Flag 2016.

 

E chegamos no futebol americano 11×11, onde as regras e a forma de se jogar é como na famosa NFL.

Assim como um universitário passou antes pela escola para frequentar a faculdade, o flag football é importante para ensinar e preparar o jogador.

Noção de espaço, funções básicas, estratégia e ritmo de jogo são aprendidos e usados frequentemente por quem pratica o flag.

O flag foi importante pra me capacitar, fazer entender o jogo, aprender a dinâmica, entender as variáveis, compreender estratégias, formações, rotas, noções de marcação. Além de despertar o desejo de evoluir e subir para o FA, claro! – Marcilio Bagatim, praticante das 2 modalidades

Muitos, principalmente fora do estado de São Paulo, vão diretamente para o futebol americano, mas sem dúvida alguma, a adaptação é bem mais complicada comparando com quem praticou o flag antes.

Quando falamos da transição do flag 8×8 para o futebol americano 11×11, a maioria das posições são muito próximas, fazendo com que o jogador já saiba de muitas coisas do que ele será preciso fazer na nova categoria.

Os jogadores de linha ofensiva por exemplo, que estão acostumados a trabalhar em trio no flag, passam a ter mais jogadores com o mesmo objetivo. É comum ver um OL que praticou o flag ser um coringa nos bloqueios no 11×11, já que está acostumado a proteger o QB com menos ajuda.

Marcilio também nos falou sobre muitos tight ends do flag que passam a ser um linha ofensiva na modalidade equipada:

Muitas equipes estão improvisando os TEs do flag como OL no FA. Possuem tamanho, estão acostumados com contato direto e são ágeis por saberem fazer rotas, a adaptação costuma ser mais rápida.

O flag football também permite que os jogadores possam experimentar diferentes posições para encontrar qual se sente melhor. Por ser um jogo menos físico, a troca de posição é mais tranquila e costuma a ser comum dentro das equipes.

Marcilio no caso passou por diversas posições no flag até encontrar seu lugar no futebol americano:

Comecei no flag como free safety, atuei por dois anos, passei pra wide receiver, fiquei mais dois anos e virei QB, posição na qual permaneço atualmente no flag. No 11×11 sou receiver.

Marcilio Flag Football
Marcilio atuando como QB no flag

Pensando na gestão de uma equipe, o flag também é uma grande escola. O fato de não ter um custo alto com equipamentos e uma equipe com menos jogadores, faz com que os dirigentes possam encontrar a melhor forma de gerir e organizar seus times internamente.

Participar de um campeonato como o Paulista de Flag com viagens, uniformes, treinos, é um grande aprendizado para os gestores que pensam em evoluir toda a sua equipe para o futebol americano no futuro.

Portanto se você pensa em ser um jogador, ou em criar seu time na sua cidade. Pense muito bem no flag football!

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